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Aumentou o Seguro-fiança em substituição a figura do fiador nos contratos de locação


O seguro-fiança ganhou participação nos contratos de locação residencial nas grandes cidades, substituindo a tradicional figura do fiador.

Somente em SP, o percentual aumentou em 27,4%, desde julho 2005, segundo o Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).

De olho nessa expansão, as seguradoras investem no aperfeiçoamento do produto, ampliando a cobertura além da inadimplência com aluguel, incluindo também pintura, água, luz, gás e danos ao imóvel, entre outros.

`A participação tende a crescer. Em dez anos, acredito que seja a garantia predominante nas grandes cidades`, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, lembrando as dificuldades em conseguir um fiador nesses locais.

Para ele, as alterações na Lei do Inquilinato, em vigor desde janeiro, podem contribuir para essa expansão, devido à maior facilidade do fiador para se desvencilhar do contrato.

Em caso de divórcio do casal que mora no imóvel, por exemplo, o fiador pode se eximir da responsabilidade 120 dias depois da notificação ao locador, em vez de ficar `preso` mesmo que não conheça bem o cônjuge que permaneceu na moradia.

RAPIDEZ

Na avaliação de Jaques Bushatsky, diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), o seguro-fiança `é a melhor modalidade porque é a única em que o locador recebe automaticamente. Nas outras, é preciso entrar com uma ação de despejo para então fazer a cobrança`.

Segundo ele, o período entre a decisão favorável a uma ação de despejo e o recebimento dos aluguéis atrasados pode chegar a um ano.

Para Viana, um dos empecilhos à aceleração do ritmo de crescimento ainda é o valor do seguro-fiança. `É muito caro. As seguradoras imputam uma taxa de risco muito alta`, analisa.

Na Porto Seguro, que domina esse segmento, o pagamento varia de 0,8 a 1,3 vez o valor do aluguel. Apesar disso, segundo o gerente da empresa Luiz Carlos Henrique, há inquilinos que também preferem o seguro-fiança, mesmo tendo uma despesa extra com a locação.

Assim, diz, conseguem se livrar do constrangimento de sair em busca de um fiador em locais em que têm poucos ou nenhum amigo ou parente para pedir o favor.

`Há muito o que crescer. O produto ainda tem baixa utilização por desconhecimento dos locadores`, analisa Rogério Vergara, presidente da comissão de crédito e garantia da Federação de Seguros Gerais. `Quanto maior for o volume de adesões, menor será o custo unitário. A tendência é que o preço caia.`

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Esse texto pode ser reproduzido no todo ou em parte, desde que citada a fonte.
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Fonte: Folha Online, São Paulo – 18 de agosto de 2010, Tatiana Resende. Na base de dados do blog:
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23/08/2010 - Posted by | notícias | , , ,

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