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Internet: Facebook torna público os dados dos usuários, causando exposição inesperada


Há pouco mais de três meses, o Facebook anunciou que havia superado uma marca inédita. Mais de 400 milhões de pessoas usavam a rede social para se comunicar com o mundo e expor ideias. Essas pessoas querem, em tese, ganhar o mundo.

Simultaneamente ao avanço da ferramenta, porém, crescem as críticas à política de privacidade do Facebook – ou melhor, às constantes mudanças dessa política. Na prática, o site vem seguidamente afrouxando as regras e, assim, ampliando a exposição de dados de usuários. Ao menos uma vez, isso aconteceu sem um aviso claro ao principal interessado: o dono da informação.

O exemplo mais recente dessa prática ocorreu em abril. Dados de todos os usuários como nome, profissão, cidade, lista de amigos e álbum de fotos passaram a ser considerados públicos. Em outras palavras, essas informações podem ser vistas por qualquer outro usuário do serviço.

Mais preocupante: a novidade foi introduzida sem aviso. Para alterar essa situação, cabe agora ao usuário visitar a página de configuração de sua conta. Ali, deve escolher entre 36 opções. Pouca gente sabe disso.

A alteração promovida pelo Facebook em sua política de privacidade não é inédita. Em seis anos de vida, as regras já mudaram 17 vezes, média de quase três reformulações por ano. As autoridades de proteção de dados da União Européia consideraram `inaceitáveis` as mudanças introduzidas em abril. A gigante das redes sociais reagiu, mas vagarosamente. O chefe de relações públicas do Facebook, Tim Sparapani, garantiu que o site vai simplificar a tarefa do usuário que busca decidir o que compartilhar em seu perfil, mas ainda não há data para isso acontecer.

O fundador da rede, Mark Zuckerberg, argumenta que a tendência de revelar cada vez mais dados segue um único objetivo: `Tornar o mundo mais aberto e conectado`. Analistas, contudo, acrescentam que o Facebook tem motivações menos altruístas. Com a política, a empresa pode colher um dividendo nada desprezível: um modelo de negócio sustentável. Afinal, uma vez disponíveis, as informações de usuários permitem mapear hábitos e preferências – uma mina de ouro para ações publicitárias nas páginas internas da rede.

Em 2007, Zuckerberg já havia dado a primeira tacada nesse sentido, com o Facebook Beacon, recurso já desativado que apresentava propagandas direcionadas a usuários. O serviço foi acusado de violação de privacidade. Semanas após o lançamento, seu fundador apresentou um pedido de desculpas aos usuários. Resta saber como usuários e o próprio Facebook reagirão agora.

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Esse texto pode ser reproduzido nk todo ou em parte, desde que citada a fonte.

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Fonte: Veja.com, por Rafael Sbarai. – Na base de dados de https://blogdoadvogado.wordpress.com

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24/05/2010 - Posted by | notícias - internet | , , , ,

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